FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS APRESENTA RAFAEL ALBERTO, PERCUSSIONISTA PRINCIPAL DA ORQUESTRA, COMO SOLISTA DE VIBRAFONE

DATA

  • 25/05/2017 à 26/05/2017

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:40,00
    Mezanino:50,00
    Balcão Lateral:62,00
    Plateia Central:85,00
    Balcão Principal:105,00

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS APRESENTA RAFAEL ALBERTO, PERCUSSIONISTA PRINCIPAL DA ORQUESTRA, COMO SOLISTA DE VIBRAFONE

        Sob regência do maestro Fabio Mechetti, Concerto contará com obras de Villani-Côrtes, Dvorák, Hindemith e Kodály

 

O percussionista principal da Filarmônica de Minas Gerais, Rafael Alberto, é o solista convidado dos dias 25 e 26 de maio, na Sala Minas Gerais, às 20h30. O músico interpretará o Concerto para vibrafone, de Villani-Côrtes. Sob regência do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra executa, ainda, Serenata para sopros em ré menor, de Dvorák Música de Concerto para Cordas e Metais, de Hindemith, e Concerto para orquestra, de Kodály.

 

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. Os dois encontros terão como palestrantes o maestro Fabio Mechetti, que falará sobre as famílias de instrumentos da orquestra, e o percussionista Rafael Alberto, que mostrará a beleza pouco conhecida do vibrafone, instrumento solista do programa.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio do Mercantil do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

 

O repertório

 

Antonín Dvorák (Boêmia, atual República Tcheca, 1841 &ndash 1904) e a obra Serenata para sopros em ré menor, op. 44 (1878)

 

As serenatas, os divertimentos e as músicas noturnas, gêneros feitos para embalar festividades aristocratas, caracterizavam-se, no período setecentista, como leves e acessíveis. No século XIX, tal gênero ganha ares de espetáculo. Que o digam a Serenata para cordas, de Tchaikovsky, e as duas serenatas de Dvorák &ndash uma destinada às cordas outra, aos sopros. Composta em curto tempo, a Serenata para sopros, op. 44, estrearia em novembro de 1878, em Praga, sob a batuta do próprio compositor. Na obra, destacam-se os toques irônicos, a começar pela marcha inicial, que parece ter uma solenidade arremedada e aparece duas vezes emoldurando um episódio mais lírico. O Dvorák lírico e ligado ao folclore está presente nos outros dois movimentos da Serenata. Extrovertida, a peça não apenas caiu no gosto popular, como serviu para mostrar o gênio artístico do grande músico da Boêmia.

 

Paul Hindemith (Alemanha, 1895 &ndash 1963) e a obra Música de Concerto para Cordas e Metais, op. 50 (1930)

 

Um dos mais renomados compositores da primeira metade do século XX, Paul Hindemith destacou-se como educador e como instrumentista virtuose. Desde cedo, interessou-se pela música cênica, gênero para o qual compôs diversas obras importantes. Abrangente, sua produção inclui peças de caráter didático e se marca pelo caráter neoclássico. A Música de Concerto para Cordas e Metais, op. 50, foi composta em 1930, para as comemorações dos 50 anos da Orquestra Sinfônica de Boston, a pedido de Serge Koussevitzky, que regeu a estreia, na cidade de Boston, em abril de 1931. Trata-se da última de uma série de três peças que Hindemith intitulou Konzertmusik (Música de concerto para viola e orquestra de câmara, op. 48, e Música de concerto para piano, metais e duas harpas, op. 49). Na Konzertmusik op. 50, o compositor divide a orquestra em metais versus cordas.

 

Edmundo Villani-Côrtes (Brasil, Juiz de Fora, 1930) e a obra Concerto para vibrafone (1994)

 

Mineiro de Juiz de Fora, Edmundo Villani-Côrtes transitou, como pianista, arranjador e maestro, por orquestras noturnas, de baile e de jazz, sinfônicas, jazz-sinfônicas e grupos de rádio e televisão. Em 1994, quarenta anos após estrear seu 1º Concerto para piano e orquestra, vivenciava o ápice de sua fecunda produção. Naquele ano, escreveria duas obras dedicadas ao vibrafone: a Ritmata nº 3 e o Concerto para vibrafone e orquestra &ndash cuja estreia ocorre, durante o Festival de Campos do Jordão de 1996, pelo vibrafonista André Juarez, com regência de Benito Juarez, do pai do solista, à frente da Sinfônica de Campinas. A obra foi premiada como Melhor peça experimental pela Associação Paulista de Críticos de Artes. O vibrafone é composto por lâminas de metal, devidamente dispostas como as teclas do piano. Surgido no século XX, o vibrafone foi popularizado por Lionel Hampton e Gary Burton, ambos artistas ligados ao jazz.

 

Zoltán Kodály (Hungria, 1882 &ndash 1967) e a obra Concerto para orquestra (1939/1940)

 

Um dos pais da Etnomusicologia, pedagogo e linguista, Kodály revelou-se, também, grande compositor, apesar da obra pouco extensa: duas óperas, alguma música de câmara e outro tanto de peças para piano e coral. De sua produção sinfônica, destacam-se a suíte extraída da ópera Háry János e o Concerto para orquestra, peça encomendada para comemoração do 50º aniversário da Orquestra Sinfônica de Chicago, que a estreia, em 1941, sob regência de Frederick Stock. A obra de Kodály não se restringe à típica proposta de concerto &ndash peça musical a pôr em relevo um único instrumento solista. Ele reelabora, na verdade, o chamado &ldquoconcerto grosso&rdquo, procedimento comum ao período Barroco, no qual mais de um solista desponta do corpo orquestral. Além disso, suas pesquisas etnomusicólogas aparecem na peça, que combina a arquitetura do primeiro Concerto de Brandemburgo, de Bach, à música tradicional magiar.

 

Maestro Fabio Mechetti

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de MstislavRostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

 

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

 

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

 

Rafael Alberto, percussionista principal da Filarmônica

 

Percussionista Principal da Filarmônica de Minas Gerais desde maio de 2011, Rafael Alberto nasceu em Santos (SP) e iniciou os estudos formais no Conservatório de Tatuí, sob orientação de Javier Calvino e Luis Marcos Caldana. Seguiu à Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde se graduou, como Bacharel em Percussão, com os professores John Boudler, Carlos Stasi e Eduardo Gianesella. Em 2011, concluiu mestrado em Música pela Stony Brook University, em Nova York, como aluno de Eduardo Leandro e bolsista integral da instituição. Integrou, ainda, a Orquestra Sinfônica de Stony Brook, o Contemporary Chamber Players, grupo especializado em música dos séculos XX e XXI, e a Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, além de atuar como músico convidado da Amazonas Filarmônica, durante o XIII Festival Amazonas de Ópera. Na música de câmara, participou do Percorso Ensemble, com o qual gravou o álbum Música Plural, do Grupo de Percussão do Conservatório de Tatuí e do Piap &ndash Grupo de Percussão da Unesp.

 

Fundou o grupo PercuTRIZ &ndash Trio Percussivo. Em 2012, foi solista junto à Filarmônica de Minas Gerais, no Concerto para Vibrafone e Orquestra, de Ney Rosauro, e em A Máquina de Escrever, de Leroy Anderson. Participou do 7º Festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas, como aluno de Elizabeth Del Grande, e do Festival de Música de Santa Catarina, com Michael Rosen. Bolsista do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão em quatro edições, participou, em 2014, do 33º Cloyd Duff Timpani Masterclass, na Universidade da Georgia (EUA), sob orientação de Jim Atwood e Tim Adams. Em 2010, fundou, com o percussionista Leonardo Gorosito, o grupo Desvio, dedicado à composição e à execução de novas peças para percussão. Com três espetáculos autorais no currículo (C&rsquoAlma, Miniaturas e Cancioneiro), Desvio tem peças executadas por músicos de outros países, como Inglaterra, França, Bélgica, Japão, Cingapura, Dinamarca e EUA. Sua mais recente produção é a trilha sonora do espetáculo Pai, da Cia. Antonio Nóbrega de Dança, e o Concerto para Dois Pandeiros e Orquestra de Cordas, para a Orquestra Ouro Preto.

 

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.

 

De lá pra cá (dados até dezembro de 2016):

 

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115 webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica apresenta sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

SERVIÇO

 

Série Allegro

25 de maio &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

26 de maio &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

Rafael Alberto, vibrafone

 

DVORÁK                    Serenata para sopros em ré menor, op. 44

HINDEMITH              Música de Concerto para Cordas e Metais, op. 50

VILLANI-CÔRTES      Concerto para vibrafone

KODÁLY                     Concerto para orquestra

 

Ingressos: R$ 40 (Balcão Palco e Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 62 (Balcão Lateral), R$ 85 (Plateia Central) e R$ 105 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

www.filarmonica.art.br/

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