FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS RECEBE MAESTRO CARLOS PRAZERES E PIANISTA ALEXANDRE DOSSIN

DATA

  • 11/05/2017 à 12/05/2017

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:40,00
    Mezanino:50,00
    Balcão Lateral:62,00
    Plateia Central:85,00
    Balcão Principal:105,00

                       FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS RECEBE MAESTRO CARLOS PRAZERES E PIANISTA ALEXANDRE DOSSIN

No repertório, peças de Cardoso, Khatchaturian e Williams

 

 

A Filarmônica de Minas Gerais recebe, nos dias 11 e 12 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais, o maestro Carlos Prazeres, que, pela primeira vez, apresenta em Belo Horizonte a Sinfonia nº 5 em Ré maior, de Vaughan Williams, assim como a riqueza de Ritual, do compositor baiano Lindembergue Cardoso. Solista convidado, o pianista Alexandre Dossin interpreta o Concerto para piano em Ré bemol maior, op. 38, de Khatchaturian. Ingressos entre R$ 20 (meia) e R$ 105 (inteira).

 

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. O palestrante das duas noites é o maestro Carlos Prazeres, que irá falar sobre o armênio Aram Khatchaturian, um dos pilares da escola soviética de composição. O regente comentará, ainda, a trajetória do sobrinho-neto de Charles Darwin, Ralph Vaughan Williams, músico que se dedicou à renovação da música inglesa do século XX.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais  e contam com o patrocínio do Mercantil do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e  Governo de Minas Gerais .

 

O repertório

 

Lindembergue Cardoso (Brasil, Livramento de Nossa Senhora, 1939 &ndash Salvador, 1989) e a obra Ritual, op. 103 (1987)

 

Natural de Livramento de Nossa Senhora, na Chapada Diamantina, Lindembergue Cardoso formou-se junto aos Seminários Livres de Música na Universidade Federal da Bahia (UFBA), criados, nos anos 1950, por H. J. Koellreutter e outros professores. Naquele novo eixo de modernidade e avanço cultural, o compositor &ndash que cedo descobriria a música erudita, o dodecafonismo, o serialismo, as práticas renascentistas e a orquestra sinfônica &ndash passa a integrar o Grupo de Compositores da Bahia. Sua vasta obra experimental, marcada pelo uso de recursos visuais e cênicos, conta com missas, cantatas, música de câmara e orquestral, arranjos para coro e uma ópera, Lídia de Oxum. Lindembergue Cardoso participou como professor de várias edições dos festivais de inverno de Ouro Preto e Diamantina, criando uma importante parceria com o grupo de teatro de bonecos Giramundo é de sua autoria a trilha do espetáculo Cobra Norato. A obra sinfônica Ritual, composta e estreada em 1987, na Segunda Semana de Música Contemporânea, em Salvador, contém a riqueza instrumental de atabaques e agogôs. A peça se baseia no clima ritualístico do candomblé.

 

 

Aram Khatchaturian (Geórgia, 1903 &ndash Rússia, 1978) e a obra Concerto para piano em Ré bemol maior, op. 38 (1936)

 

Como todo artista que viveu a era stalinista, Aram Khatchaturian fora obrigado a fazer &ldquoarte a serviço do povo soviético&rdquo, de modo a rejeitar influências da música contemporânea ocidental. Em sua obra, essa restrição levou-o a transformar canções folclóricas armênias &ndash por ele recolhidas &ndash em temas. O exotismo de tal influência aparece já no tema de abertura do Concerto para piano, primeira obra concertante do compositor e também seu primeiro sucesso mundial, que inaugura o conjunto de três concertos dedicados aos membros do legendário Trio Oistrakh: o violinista David Oistrakh, o celista Sviatoslav Knushevitsky e o pianista Lev Oborin &ndash este último estrearia a obra em julho de 1937, em concerto a céu aberto, acompanhado pela Filarmônica de Moscou, sob direção de Lev Steinberg. A peça é considerada mais étnica do que nacionalista, por conter uso extensivo do folclore armênio. Desse modo, o compositor insere a escola de composição de seu país no cenário internacional.

 

 

Ralph Vaughan Williams (Inglaterra, 1872 &ndash 1958) e a obra Sinfonia nº 5 em Ré maior (1938/1943, revisão 1951)

 

Em pleno século XX, Ralph Vaughan Williams escreveu música tradicional, à sua maneira. Como o início do século foi dominado pelo pensamento modernista, seu reconhecimento internacional foi lento mas, na década de 1950, já era tido nos meios eruditos da Europa como o maior compositor vivo do seu país e líder da escola nacional inglesa. Interessava-se pelo folclore britânico e recolheu um grande número de temas que utilizou em suas obras. Vaughan Williams compôs nove sinfonias, além de óperas, balés, concertos, música de câmara e inúmeras canções e peças sacras. A Sinfonia no 5 foi composta entre 1938 e 1943, e muito de seu material deriva de sua ópera, então inacabada, The Pilgrim&rsquos Progress &ndash que seria concluída em 1949, quarenta anos após os primeiros esboços. A estreia da Sinfonia, que conta com quatro movimentos, é realizada em 24 de junho de 1943, em um dos concertos da série BBC Proms, no Royal Albert Hall, em Londres, com a Orquestra Filarmônica de Londres, sob regência do próprio Williams.

 

Os artistas

 

Maestro Carlos Prazeres, regente convidado

 

Bastante requisitado, Carlos Prazeres estudou regência com Isaac Karabtchevsky, graduou-se em Oboé na UNI-Rio e foi bolsista da Fundação Vitae durante os estudos de pós-graduação na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim/Fundação Karajan. Como oboísta solista, atuou junto à Barock Orchester Berlim, à Orquestra Petrobras Sinfônica, à Orquestra Sinfônica Brasileira e à Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Regente titular da Orquestra Sinfônica da Bahia, é, também, um dos principais convidados da Orquestra Petrobras Sinfônica, no Rio, onde foi assistente de Isaac Karabtchevsky. Já dividiu o palco com artistas como Ramón Vargas, Antonio Meneses, Heléne Grimaud, Rosana Lamosa, Ilya Kaler, Augustin Dumay, Wagner Tiso, Gilberto Gil, João Bosco, Ivan Lins, Stanley Jordan e Milton Nascimento.


Como maestro convidado, Prazeres dirige importantes conjuntos sinfônicos, como Orchestre National des Pays de la Loire, na França Sinfônica de Roma, Sinfônica Siciliana e Orquestra da Arena de Verona, Itália Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Youth Orchestra of the Americas, Junge Philharmonie Salzburg, Filarmônica de Buenos Aires do Teatro Colón, Filarmônica de Montevidéu, Filarmônica de Bogotá, Orquestra Internacional do Festival de Riva del Garda, Itália, Orquestra Amazonas Filarmônica, Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), Sinfônica do Sergipe, Orquestra Sinfônica da USP (Osusp), Sinfônica de Campinas, Jazz Sinfônica de São Paulo e Orquestra do Teatro São Pedro, no Rio Grande do Sul.

 

O pianista Alexandre Dossin

 

Pianista brasileiro radicado nos EUA, Alexandre Dossin estudou no Conservatório Tchaikovsky de Moscou com Boris Romanov e Sergei Dorensky, e fez doutorado na Universidade do Texas, com William Race e Gregory Allen. No Brasil, recebeu orientações de Hubertus Hofmann e Dirce Knijnik. Em 2003, o músico recebeu o primeiro prêmio e o prêmio especial no Concurso Internacional de Piano Martha Argerich, em Buenos Aires, na Argentina. Também foi laureado em importantes concursos internacionais, como o Grand Prix Maria Callas, em Atenas, na Grécia, e o Mozart International Piano Competition, em Salzburgo, na Áustria, além vencer vários concursos no Brasil. Eleito vice-presidente da American Liszt Society em 2015, Dossin foi nomeado International Steinway Artist no ano seguinte.

 

Artista exclusivo do selo Naxos, o pianista lançou dois CDs em 2009, com a obra pianística de Dmitri Kabalevsky. Em 2012, sai o álbum Liszt na Rússia, e em 2015, publica a obra para piano de Leonard Bernstein, pela série American Classics, da Naxos. Editor da G. Schirmer, participou, nessa companhia, de publicações com suas gravações em CD: As Estações e Álbum para a Juventude, de Tchaikovsky Visões Fugitivas, de Prokofiev, Consolações e Liebesträume, de Liszt, e dois volumes com Prelúdios, de Rachmaninov. Em 2005, gravou o álbum A Touch of Brazil, com obras de Edino Krieger. Hoje, é professor titular e coordenador do departamento de Piano na Universidade de Oregon e participa de concertos e recitais nos EUA, no Canadá e no Brasil. Em 2015, foi um dos 14 professores premiados com o Fund for Faculty Excellence Award, reservado a docentes que se destacam internacionalmente em suas áreas.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção deconteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.

 

De lá pra cá:

 

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica apresenta sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

SERVIÇO

 

Série Allegro

11 de maio &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

12 de maio &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Carlos Prazeres, regente convidado

Alexandre Dossin, piano

 

L. CARDOSO                        Ritual

KHATCHATURIAN             Concerto para piano em Ré bemol maior, op. 38   

VAUGHAN WILLIAMS      Sinfonia nº 5 em Ré maior

 

Ingressos: R$ 40 (Balcão Palco e Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 62 (Balcão Lateral), R$ 85 (Plateia Central) e R$ 105 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

filarmonica.art.br

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