Filarmônica de Minas Gerais celebra importantes aniversários

DATA

  • 23/03/2017 à 24/03/2017

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:40,00
    Mezanino:50,00
    Balcão Lateral:62,00
    Plateia Central:85,00
    Balcão Principal:105,00

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS CELEBRA IMPORTANTES

ANIVERSÁRIOS E RECEBE VIOLINISTA PHILIPPE QUINT

Sob a batura de Fabio Mechetti, Orquestra interpreta peças de

Stamitz, Grofé, Mignone e Barber

 

Nos dias 23 e 24 de março, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais celebra três importantes aniversários: 300 anos de Johann Stamitz, por meio da Sinfonia pastoral em Ré maior, op. 4, nº 2 125 anos de Ferde Grofé, com sua Suíte Grand Canyon e 120 anos de Francisco Mignone, com a Sinfonia tropical. Sob regência do maestro Fabio Mechetti, o violinista Philippe Quint retorna a Belo Horizonte para interpretar o Concerto para violino, op. 14, de Samuel Barber. Ingressos entre R$ 40 (inteira) e R$105 (inteira).

 

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. Na celebração dos 120 anos de Francisco Mignone, o pianista e professor Paulo Sérgio Malheiros dos Santos compartilha conosco a sua visão sobre a Sinfonia tropical.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Itaú Personnalité. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

 

O repertório

Johann Stamitz (Boêmia, atual República Tcheca, 1717 &ndash Alemanha, 1757) e a obra Sinfonia pastoral em Ré maiorop. 4no 2(1754)

Integrante da primeira geração de grandes sinfonistas do início do período Clássico, na primeira metade do século XVIII, Johann Stamitz foi excelente compositor, exímio violinista e renomado professor de música. Também ganhou reconhecimento por enriquecer o gênero sinfônico com a adaptação das qualidades da &ldquoAbertura&rdquo de ópera italiana. Além disso, é um dos responsáveis pela fixação da estrutura da sinfonia em quatro movimentos: rápidolentominueto e, novamente, rápido. Como Konzertmeister em Mannheim, foi responsável pelo renome adquirido pela orquestra daquela corte. À maneira de outras obras pastorais sacras e profanas dos séculos XVIII e XIX, a Sinfonia pastoral apresenta elementos comuns da época,capazes de evocar a vida no campo. A atmosfera se revela leve, com melodias vocais, harmonia simples, danças camponesas e chamados das trompas que lembram pastores ao longe. A perfeição e o requinte de suas obras fizeram de Stamitz um dos maiores sinfonistas de seu tempo.

 

Samuel Barber(Estados Unidos, 1910 &ndash 1981) e a obra Concerto para violinoop. 14 (1939/1940, revisão 1949)

 

Nascido em West Chester, na Pensilvânia, Samuel Barberera filho de um médico e de uma pianista, teve educação sólida e começou a compor ainda criança. A partir dos 14 anos, no Curtis Institute of Music, estudou canto, piano, composição, e, posteriormente, regência, com Fritz Reiner. Ao longo da carreira, compôs canções, música para piano, óperas, obras sinfônicas e de câmara. Barber pertence a uma vertente mais tradicional e conservadora na música sinfônica norte-americana junto a George Gershwin e Aaron Copland, forma o trio de compositores mais populares dos EUA. Escrito em 1939, na Suíça,o Concerto para violino, op. 14, estreia, na temporada 1939/1940, com a Orquestra Sinfônica do Curtis Institute, sob regência de Reiner, e tendo como solista o violinista Herbert Baumel. A obra de Barber tornou-se um dos concertos mais executados do repertório sinfônico do século XX.

Francisco Mignone (Brasil, São Paulo, 1897 &ndash Rio de Janeiro, 1986) e a obra Sinfonia tropical (1958)

Filho de imigrantes italianos, Francisco Mignone teve as primeiras lições de música com o pai, Alfério, flautista da Orquestra Municipal de São Paulo. Em 1920, recebe bolsa de estudos e viaja para a Europa, onde se inicia a primeira fase de sua trajetória. Na Itália, estuda composição com Vincenzo Ferroni e compõe inúmeras peças, inclusive duas óperas. De volta ao Brasil, torna-se professor de harmonia do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e amigo do escritor Mário de Andrade. Sob influência do poeta paulistano, inicia-se a segunda fase do compositor, de cunho nacionalista. Tal etapa se encerra nos anos 1960, quando Mignone lança-se aos exercícios de experimentação livre. Em seguida, Mignone passa uma longa fase de sua vida no Rio de Janeiro, como diretor do Teatro Municipal e da Rádio Mec e professor da Escola Nacional de Música. Estrutura em movimento único, a Sinfonia tropical está ligada ao final da chamada &ldquofase nacionalista&rdquo do compositor. A obra se desenvolve em quadros curtos, quase como uma fantasia, com coloridos singulares e atmosferas contrastantes. A temática brasileira, de caráter nordestino,aparece no tema principal e entre as diversas seções.

Ferde Grofé (Estados Unidos, 1892 &ndash 1972) e a obra Suíte Grand Canyon (1931)

À maneira de Aaron Copland, George Antheil e Henry Cowell, Ferde Grofé seria arrebatado pela onda patriótica norte-americana dos anos 1930 e 1940, resultante de preocupações sociais e de temores quanto aos princípios democráticos nos cenários da Depressão e da Segunda Guerra Mundial. À época, um novo mercado se abre a compositores, até então, negligenciados: orquestras, regentes, companhias de filmes, balés, estações de rádio e patrocinadores buscavam obras capazes de evocar a paisagem dos EUA e de se comunicarem com as massas. Em tal período, nasce a Suíte Grand Canyon, obra mais famosa de Grofé, que, como excelente compositor e orquestrador, consegue dar substância e novas cores às canções folclóricas de seu país, em linguagem compreendida por todos. A obra, cujos cinco movimentos retratam um dia no Grand Canyon, estrearia com Paul Whiteman, e sua Orquestra, no Studebaker Theater, em Chicago, em novembro de 1931.

 

Os artistas

 

Maestro Fabio Mechetti

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de MstislavRostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

 

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

 

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de ToscaTurandotCarmemDon GiovanniCosìfantutteLa BohèmeMadame ButterflyO barbeiro de SevilhaLa Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa JuilliardSchool de Nova York.

 

O violinista Philippe Quint

Natural da Rússia, Philippe Quint estreou com uma orquestra aos nove anos. Estudou com Andrei Korsakov, na Escola Especial de Música de Moscou para Talentos, e, nos EUA, obteve Bacharelado e Master&rsquosDegrees na Juilliard School. Entre seus mestres, estão Dorothy Delay, Cho-Liang Lin, Masao Kawasaki, Isaac Stern, Itzhak Perlman, Arnold Steinhardt e Felix Galimir. O violinista busca reinventar trabalhos tradicionais, redescobrir repertórios esquecidos e comissionar obras a compositores contemporâneos. O afã em explorar estilos e gêneros e a premiada discografia tornaram-no um dos principais violinistas da atualidade. Apresenta-se nas mais importantes salas do mundo, do Gewandhaus, em Leipzig, ao Carnegie Hall, em Nova York. Nas últimas temporadas, esteve com as sinfônicas do Colorado, Seattle e Carolina do Norte, e participou nos festivais de Lucerna Zaubersee, Verbier e Colmar. Pelo selo Avanti Classic, lançou nova gravação dos Concertos de Glazunov e de Khatchaturian, com a Bochumer Sinfoniker, sob direção de Steven Sloane. Seus dois álbuns com os Concertos de Korngold e de William Schuman receberam nominações ao Grammy.

Quint se apresentou, ainda, dentre outras, com orquestras de Londres, Los Angeles, Chicago, Toulouse, Minnesota, Bournemouth, Weimar Staatskapelle, Royal Liverpool, China National, Orpheus, Berlin Komische Oper e MDR de Leipzig. Trabalhou sob a batuta de maestros como  Marin Alsop, Carl St. Clair, Tugan Sokhiev, Grant Llewellyn, Andrew Litton, Cristian Macelaru, Kurt Masur, Jorge Mester, Edo de Waart, Jahja Ling, Krzysztof Urbanski e Martin Yates. Ativo músico de câmara, colabora com os violoncelistas Alisa Weilerstein, Gary Hoffman, Carter Brey, Nicholas Altstaedt, Claudio Bohorquez, Zuill Bailey e Jan Vogler os pianistas William Wolfram, Inon Barnatan, Alon Goldstein, Marc-Andre Hamelin, Simone Dinnerstein, Jeffrey Kahane os violistas Nils Monkemeyer e Lily Francis, e os violinistas Joshua Bell, Cho-Liang Lin e Vadim Gluzman. Esteve nos festivais Mostly Mozart, Caramoor, Ravinia, Aspen, Roma, Moritzburg, La Jolla, Lincoln Center e Chautauqua.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção deconteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.

 

De lá pra cá:

 

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica inicia sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

 

 

SERVIÇO

 

Série Presto

23 de março &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

24 de março &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

Philippe Quint, violino

 

J. STAMITZ     Sinfonia pastoral em Ré maior, op. 4, nº 2

BARBER           Concerto para violino, op. 14

MIGNONE       Sinfonia tropical

GROFÉ             Suíte Grand Canyon

 

Ingressos: R$ 40 (Balcão Palco e Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 62 (Balcão Lateral), R$ 85 (Plateia Central) e R$ 105 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

www.filarmonica.art.br/

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