Com a sétima Sinfonia de Mahler, filarmônica de Minas Gerais encerra sua temporada 2016

DATA

  • 15/12/2016 à 16/12/2016

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:34,00
    Mezanino:44,00
    Balcão Lateral:56,00
    Plateia Central:78,00
    Balcão Principal:98,00

COM A SÉTIMA SINFONIA DE MAHLER, FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

ENCERRA SUA TEMPORADA 2016

 

Conhecida como Canto da Noite, obra explora o potencial expressivo de cada instrumento e equilibra dinâmicas e timbres

 

 

Nos dias 15 e 16 de dezembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, sob a batuta do maestro Fabio Mechetti, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta o último concerto da temporada 2016. Para a ocasião, foi escolhida a Sinfonia nº 7 em mi menor, de Mahler, obra que transita entre o romântico e o moderno. Com duração de 77 minutos, os concertos das duas noites não terão intervalo. Ingressos entre R$ 17 (meia) e R$ 98 (inteira).

 

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. O palestrante será o percussionista da Filarmônica de Minas Gerais e curador dos Concertos Comentados, Werner Silveira. A Sétima Sinfonia de Mahler, também chamada de &ldquoCanto da noite&rdquo, transita entre o Romantismo e a Modernidade insurgente do início do século XX, como se o compositor buscasse forçar os limites do sistema tonal. Modulações e rompantes de dissonâncias certamente traduzem e expõem uma personalidade complexa &ndash muitas vezes, instável &ndash, mas absolutamente genial, como poucos na história da arte.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Cemig e contam com o patrocínio do Mercantil do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

 

O repertório

 

Gustav Mahler (Boêmia, atual República Tcheca, 1860 &ndash Áustria, 1911) e a Sinfonia nº 7 em mi menor (1904/1905)

 

A Sétima Sinfonia foi admirada por diversos compositores já no primeiro contato. Em sua escritura, a Sétima transparece uma característica apontada por Webern, qual seja o passo decisivo de Mahler quanto ao conjunto de ideias musicais que, articuladas ao núcleo principal, criam texturas distintas daquelas de simples melodias acompanhadas. Mesmo nas passagens de grande densidade polifônica, o compositor administra uma rica paleta orquestral: explora o potencial expressivo de cada instrumento, dosa e equilibra dinâmicas, timbres e massas sonoras, além de estabelecer contrastes entre as seções de sua vasta arquitetura formal. Busca, enfim, clareza e ênfase no que tem a dizer. Na Sétima Sinfonia, tal conjunto de procedimentos pode ser constatado logo na seção expositiva e ao longo do primeiro movimento. No tema inicial, o ritmo de marcha tem a participação maciça dos instrumentos de sopro no segundo tema, destacam-se as cordas na superposição de materiais temáticos desses dois temas, mergulhados em densa trama contrapontística nas diferenças marcantes entre andamentos e atmosferas, dentro de um mesmo movimento. A primeira Nachtmusik, após chamamentos de trompas e evocação de cantos de pássaros, apresenta, novamente, a marcha, na evocação de um caminhar pelo mistério da noite. A ambientação noturna reaparece no Scherzo, sob a fantasmagoria da valsa vienense. Antes de atingir o brilho, no último movimento, a obra atravessa a segunda Nachtmusik: ao lirismo, à transparência e à orquestra reduzida acrescentam-se o violão e o bandolim, em uma atmosfera de serenata noturna. No Rondo &ndash Finale, a explosão de luz e a energia do tema inicial têm efeito arrebatador. O diálogo com a tradição aparece no tema de Os Mestres Cantores, de Wagner. Observando a diversidade temática da Sétima Sinfonia e a expressão particular de cada movimento, podemos perceber a riqueza de manifestações da alma humana.

 

O maestro Fabio Mechetti

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

 

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

 

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.

 

De lá para cá:

 

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115 webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica lança sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

SERVIÇO

 

Série Allegro

15 de dezembro &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

16 de dezembro &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

 

MAHLER          Sinfonia nº 7 em mi menor

 

Ingressos: R$ 34,00 (Balcão Palco e Coro), R$ 44,00 (Mezanino), R$ 56,00 (Balcão Lateral), R$78,00 (Plateia Central) e R$98,00 (Balcão Principal).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

http://www.filarmonica.art.br/

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