FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS APRESENTA ROMEU E JULIETA, DE PROKOFIEV

DATA

  • 01/12/2016 à 02/12/2016
  • Hora início: 20:30

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:34,00
    Mezanino:44,00
    Balcão Lateral:56,00
    Plateia Central:78,00
    Balcão Principal:98,00

Sob a batuta do maestro Fabio Mechetti, Orquestra interpreta releitura do compositor russo para a mais popular das peças de William Shakespeare

 

 

Várias das grandes obras do século XX foram escritas para balé. Dentre elas, a releitura de uma das histórias mais marcantes de todos os tempos: peça emblemática da literatura sinfônica, Romeu e Julieta, op. 64, de Prokofiev, será apresentada pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, nos dias 1º e 2 de dezembro, na Sala Minas Gerais, às 20h30, sob regência do maestro Fabio Mechetti. Ingressos entre R$ 17 (meia) e R$ 98 (inteira).

 

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público pode participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. O palestrante dos dois dias será o ator e diretor de teatro Chico Pelúcio, integrante do Grupo Galpão, que conversará com o público sobre a peça Romeu e Julieta, de Shakespeare &ndash recontada por meio dos sons de Prokofiev. 

 

Na histórica montagem do Grupo Galpão, assim começa a saga de amor&ldquoEra uma vez Verona, onde o ódio entre duas famílias, nobres, mas insanas, tremeluz no fio das adagas e no vil estrepitoso das espadas. A guerra entre os Montéquio e os Capuleto arrepia até a mesmice destas pedras e o carregume destes secos. Mas, meu senhor e minha senhora, a vida não é um circo às avessas?&rdquo. 

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Itaú Personnalité e contam com o patrocínio da Picchioni Câmbio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

 

O repertório

 

Sergei Prokofiev (Ucrânia, 1891 &ndash Rússia, 1953) e a obra Romeu e Julietaop. 64 (1935/1936) 

 

Os primeiros balés de Prokofiev, escritos entre 1914 e 1927, foram encomendados por Sergei Diaghilev e tinham como características a aspereza harmônica e a complexidade rítmica. Em 1927, o compositor &ndash que havia dez anos vivia entre a França, os EUA e a Alemanha &ndash reatou relações com a União Soviética, e, para buscar grandes públicos, passa a polir o próprio estilo, em direção à tonalidade e à clareza formal. Para o primeiro grande balé de tal &ldquofase soviética&rdquo, o compositor escolhe Romeu e Julieta, peça mais popular de W. Shakespeare, autor bastante cultuado na Rússia. A partitura mantém-se fiel aos versos, de lirismo inigualável, e ecoa seus vários aspectos, da complexidade psicológica das personagens ao realismo das cenas. A música acompanha a transformação de Julieta, de alegre e despreocupada adolescente em mulher apaixonada. Também descreve o requinte da cena do baile ou a violência das lutas entre os Montéquio e os Capuleto. Em função de suas grandes dimensões, Romeu e Julieta foi chamada, pelo próprio compositor, de &ldquoópera-balé&rdquo. Cada um de seus quatro atos tem um colorido especial: o Primeiro é dominado pela cena do baile, no palácio dos Capuleto o Segundo Ato retrata uma festa popular, de melodias fluentes e muita alegria, mas termina em tragédia, com as mortes de Mercúcio e Teobaldo o Terceiro conta com orquestração mais camerística, que se alterna entre a intimidade do quarto de Julieta e a cela de Frei Lourenço por fim, o Quarto Ato resume-se a dois números: o funeral de Julieta adormecida e a morte do par de amantes. No epílogo &ndash breve e intenso, como a vida dos protagonistas &ndash, a música se torna quase imaterial.

 

O maestro Fabio Mechetti

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

 

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 fez sua estreia com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

 

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de ToscaTurandotCarmemDon GiovanniCosì fan tutteLa BohèmeMadame ButterflyO barbeiro de SevilhaLa Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal. 

 

De lá para cá:

 

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115 webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica lança sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

 

SERVIÇO

 

Série Presto

1º de dezembro &ndash 20h30 

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

2 de dezembro &ndash 20h30 

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

 

PROKOFIEV        Romeu e Julieta, op. 64

 

 

Ingressos: R$ 34,00 (Balcão Palco e Coro), R$ 44,00 (Mezanino), R$ 56,00 (Balcão Lateral), R$78,00 (Plateia Central) e R$98,00 (Balcão Principal).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

http://www.filarmonica.art.br/

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