Arte Rupestre: uma releitura de D'Aquino

DATA

  • 12/07/2016 à 02/08/2016

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Entrada Franca

O artista plástico D&rsquoAquino (Geraldo D&rsquoAquino Noronha) realiza a exposição &ldquoArte Rupestre&rdquo a partir de 12 de julho, entre 8h e 17h, no Espaço Cultural João Baptista Brito, na Praça Theodomiro Santiago, Centro de Itajubá. Suas telas trazem uma releitura das representações gráficas feitas em rochas e cavernas pelo homem pré-histórico há mais de 40 mil anos, revelando a necessidade intrínseca de o ser humano se expressar.

Mais informações abaixo. 

 

Viagem no tempo com D&rsquoAquino

 

Imagine viajar em uma espécie de túnel do tempo cultural, tendo como ponto de partida as representações gráficas que o homem pré-histórico começou a registrar em rochas e cavernas há mais de 40 mil anos. A exposição &ldquoArte Rupestre&rdquo, do artista plástico mineiro Geraldo D&rsquoAquino Noronha, a ser inaugurada em 12 de julho no Espaço Cultural João Baptista Brito, em Itajubá, é o passaporte para esta aventura. Após perceber a relevância do que teriam sido as primeiras formas de expressão primitiva do homem para expor as situações vividas cotidianamente, associadas a certos rituais ou crenças mágicas por promover a caça ao mostrar animais como bisontes mamutes e cervos, D&rsquoAquino assumiu o desafio de, por meio da releitura de tais pinturas, revelar esta parte intrínseca da natureza humana.

 

&ldquoEstudava o Universo há muito tempo. Daí voltei o foco para a Terra, para o berço da humanidade, na África, de onde vieram nossos antepassados, e cheguei a 100 mil anos atrás, quando havia vestígios, em cavernas, de petróglifos, algo como raspões feitos na pedra, resultando em uma espécie de sinais&rdquo, lembra D&rsquoAquino.

De acordo com o artista plástico, naquele período histórico ainda não tinham sido descobertos os meios de &ldquoprodução&rdquo de tintas. Mas com o passar do tempo, nossos ancestrais descobriram como extrapolar o simbolismo, aumentando o poder da expressão por meio do uso de carvão vegetal, sangue de animais, minerais e vários fluídos.  As cores mais utilizadas pelo homem pré-histórico eram o preto, o vermelho, o amarelo e o ocre.

 &ldquoJá experimentei algumas técnicas da época. Uma delas era passar a clara do ovo no local em questão, soprar, com auxílio de um bambu, o carvão mineral moído, raspas de tijolo e até mesmo pó de pedra&rdquo, conta o artista plástico. Assim eram gravadas figuras na pedra, como a da palma da mão, por exemplo.

 

Preservação

Ao lembrar que as pinturas mais antigas em rochas e cavernas foram registradas há 39 mil anos, D&rsquoAquino cita como exemplo de &ldquopreservação acidental&rdquo as pinturas da Caverna de Chauvet, no Sul da França, consideradas as mais antigas produções artísticas, e descobertas por acaso em 1994. &ldquoA caverna foi fechada durante um desabamento, garantindo a preservação das pinturas rupestres. Depois da descoberta, as autoridades proibiram a visitação&rdquo.

No Brasil também há sítios tão antigos quando o de Chauvet, como os do Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, e o Parque Nacional Sete Cidades, ambos no Piauí.

 

 

Técnica utilizada

D&rsquoAquino revela, reticente, sua técnica nessa proposta de releitura da arte rupestre. Ele diz usar técnica mista sobre tela. E a pintura, frisa ele, só acontece depois que intervenções, praticamente cirúrgicas, conferem a textura desejada. São utilizadas anilinas especiais, que garantem maior fidedignidade às cores registradas de então.

 

Novas possibilidades

 

Ampliando as possibilidades, D&rsquoAquino extrapolou as telas e, em uma espécie de &ldquovolta às origens&rdquo, passou a utilizar também pedras como &ldquopano de fundo&rdquo para seu trabalho. O artista conta ter feito e descoberta durante viagem ao rico sítio arqueológico de São Tomé das Letras, também no Sul de Minas. &ldquoA pedra de São Tomé tem texturas e cores características, o que beneficia o trabalho&rdquo.  O resultado surpreende e encanta.

&ldquoMuseus da humanidade&rdquo

Os primeiros &ldquomuseus da humanidade&rdquo, frisa D&rsquoAquino, são encontrados em várias partes do Brasil e do mundo. Em Minas Gerais, há dois sítios arqueológicos importantes &ndash Lagoa Santa e Peruaçu. No Piauí, o Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, e o Parque Nacional Sete Cidades na Paraíba, Cariris Velhos e no Mato Grosso, Rondonópolis. No mundo, os principais sítios ficam na França, Norte da Espanha, Itália, Portugal e Alemanha.

 

 

Exposição: &ldquoArte Rupestre&rdquo, com vernissage nodia12 de julho, às 19h30. Mostra segue até 2 de agosto, entre 8h e 17h

Local: Espaço Cultural João Baptista Brito, na Praça Theodomiro Santiago, Centro

 

Contatos

 

Geraldo D&rsquoAquino Noronha: (035) 99225-0274 e @artedaquino no Facebook

 

Jornalista responsável: Adriana Diniz (31) 99954-5703, registro profissional nº 3450, DRT/MG

 

 
 
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