Filarmônica de MG recebe o maestro Carl St. Clair e o violoncelista Leonard Elschenbroich

DATA

  • 09/06/2016 à 10/06/2016
  • Hora início: 20:30

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:34,00
    Mezanino:44,00
    Balcão Lateral:56,00
    Plateia Central:78,00
    Balcão Principal:98,00

Filarmônica de Minas Gerais recebe o maestro norte-americano Carl St. Clair e o violoncelista alemão Leonard Elschenbroich

Repertório conta com obras de Ticheli, Kabalesvsky e Tchaikovsky
 
A Filarmônica de Minas Gerais traz a Belo Horizonte, nos dias 9 e 10 de junho, às 20h30, na Sala Minas Gerais, o maestro norte-americano Carl St. Clair e o violoncelista alemão Leonard Elschenbroich. Os dois convidados já se apresentaram juntos com a Filarmônica de Minas Gerais em concerto realizado em maio de 2012. Na apresentação desta semana, a Orquestra interpretará Vozes Radiantes, de Ticheli, Concerto para violoncelo nº 2 em dó menor, op. 77, de Kabalevsky, e O lago dos cisnes: Suíte, op. 20a, de Tchaikovsky. Ingressos a partir de R$ 34 (inteira).
 
Antes dos concertos, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. A palestrante das duas noites será a bailarina e historiadora da dança Regina Amaral, que abordará a obra O lago dos cisnes, de Tchaikovsky. A entrada é gratuita, aberta às primeiras 65 pessoas que chegarem e apresentarem o ingresso para a apresentação da noite.
 
Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio da Petronas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Supermix por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
 
O repertório
 
Frank Ticheli (Estados Unidos, 1958) e a obra Vozes Radiantes (1993)
A música de Frank Ticheli é, hoje, uma das mais executadas e bem recebidas pela crítica e pelo público. Sua carreira como compositor orquestral consolidou-se entre 1991 e 1998, período em que realiza residência na Pacific Symphony, para a qual compõe versões orquestrais de Cartão Postal, Fanfarra Pacific, No Fluxo do Tempo e Um Sonho Americano. Quanto a Vozes Radiantes, trata-se de referência a episódio ocorrido em 3 de março de 1991, quando o taxista Rodney King, perseguido pela polícia rodoviária da Califórnia, após transpor barreira de trânsito, é imobilizado e agredido. Apesar da brutalidade, os policiais acabam absolvidos, o que desencadeia inúmeros protestos sociais e ações violentas. Morador da cidade, Ticheli inicia a criação de Vozes Radiantes, sob encomenda de Carl St. Clair, regente e diretor artístico da Pacific Symphony, com o objetivo de compartilhar mensagens de esperança, alegria, renovação e reunião. Concebe, assim, uma fantasia dramática e poderosa, ainda que otimista e vibrante. Tudo na peça &ndash estreada em fevereiro de 1993 &ndash deriva das cinco notas do motivo inicial (si bemol, dó, fá, mi, sol).
 
Dmitri Kabalevsky (Rússia, 1904 &ndash 1987) e a obra Concerto para violoncelo nº 2 em dó menor, op. 77 (1964)
A música de Dmitri Kabalevsky é um legado ao futuro, tanto devido ao desconhecimento de suas obras, protegidas por direitos autorais, quanto ao precipitado julgamento político, moral e estético sobre o compositor &ndash que se liga ao movimento comunista soviético &ndash e acerca da comunicabilidade de seu trabalho. De 1920 a 1960, a União Soviética limita a liberdade criativa, ao proibir conteúdos complexos e trágicos. Ao abraçar a causa, Kabalevsky vê sua música ser mal recebida em países capitalistas. Considerada uma das melhores criações do artista, o Concerto para violoncelo nº 2 &ndash op. 77 &ndash estreia com o violoncelista russo Daniel Shafran, a quem foi dedicada, e apresenta emoções diversas, profundas e sinceras. Em rito processional, o início revela angústia e tensão. Em seguida, o violoncelo interrompe o lamento, com agitação e fúria. O segundo movimento, satírico, inicia-se com um tema ao saxofone, imitado pelo violoncelo. Em tal movimento, o autor brilha, como sagaz orquestrador. Um pequeno solo de violoncelo prepara o ambiente ao terceiro movimento, um amálgama de expressões emotivas e de lutas.
 
Piotr Ilitch Tchaikovsky (Rússia 1840 &ndash 1893) e a obra O lago dos cisnes: Suíte, op. 20a (1875/1876)
O enredo de O lago dos cisnes deriva de antiga lenda alemã: por obra do bruxo Rothbart, a princesa Odette e suas companheiras são transformadas em cisnes e só retomam a forma humana da meia-noite ao amanhecer. Para Tchaikovsky, a composição musical sobre o tema era, antes de tudo, um gesto autobiográfico. Em cartas, ele se refere ao Destino (o Fatum) como tema programático de suas obras. Em O lago dos cisnes &ndash apesar dos obrigatórios números de danças típicas e divertissements &ndash, o compositor busca coloridos dramáticos. A Cena inicial apresenta o tema do Destino no oboé, sobre o acompanhamento da harpa e o trêmulo das cordas. Uma escala descendente em pizzicato introduz a grande Valsa. Segue-se a Dança dos Cisnes. Na cena seguinte, a introdução alterna acordes do oboé e do clarinete, com os desenhos da harpa. As danças típicas finais são retiradas da festa de noivado do terceiro ato, quando convidados de vários países dançam ritmos característicos. Para além do espírito autobiográfico ou literário, a obra impõe-se pela beleza melódica, pelo domínio da orquestração e pela prodigiosa intuição do poder expressivo dos instrumentos. Com Tchaikovsky, o balé russo ganha prestígio musical no final do século XIX e inicia a renovação estética continuada por compositores como Rimsky-Korsakov, Stravinsky e Prokofiev.
 
Os artistas
 
Carl St. Clair &ndash Regente convidado
 
Diretor artístico da Sinfônica do Pacífico por mais de duas décadas, Carl St. Clair é reconhecido pelas apresentações de notável musicalidade, pela programação inovadora e pelo comprometimento em programas educacionais. O rápido desenvolvimento artístico da Sinfônica do Pacífico, maior grupo norte-americano dos últimos quarenta anos, deve-se à influência do maestro, que, recentemente, também foi nomeado como diretor artístico da Orquestra Sinfônica Nacional da Costa Rica. Como convidado, conduziu, dentre outras, as filarmônicas de Los Angeles e de Nova York, a Orquestra da Filadélfia e as sinfônicas de Boston, Atlanta, Detroit, Houston, Indianápolis, Montreal e Vancouver. Também regeu orquestras na Europa, na América do Sul, em Israel, na Austrália, na Nova Zelândia, em Hong Kong e no Japão. Em festivais de verão, esteve em Schleswig-Holstein, Pacífico, Round Top, Breckenridge e outros. Influenciado pela relação com Leonard Bernstein, busca desenvolver e apresentar novos trabalhos de compositores norte-americanos. Primeiro artista não europeu a ocupar o cargo de diretor musical e regente principal do Deutsches Nationaltheater und Staatskapelle de Weimar, St. Clair atuou, ainda, como diretor musical da Komische Oper Berlin e principal regente convidado da orquestra SDR, em Stuttgart, onde completou com sucesso um projeto de três anos de gravação das sinfonias completas de Villa-Lobos.
 
 
Leonard Elschenbroich &ndash Violoncelista
Nascido em 1985, em Frankfurt, Leonard Elschenbroich ganhou bolsa, aos 10 anos, para a Escola Yehudi Menuhin, em Londres, e, depois, aprimorou-se com Frans Helmerson, na Academia de Música de Colônia. Um dos mais carismáticos violoncelistas de sua geração, recebeu os prêmios Leonard Bernstein, Förderpreis Deutschlandfunk, Eugene Istomin e Borletti Buitoni. Aceito no programa &ldquoArtistas da Nova Geração&rdquo, da Rádio 3 da BBC, e nomeado &ldquoArtista em Residência&rdquo, na Deutschlandfunk e na Filarmônica de Bremen, trabalhou com regentes como S. Bychkov, C. Eschenbach, C. Dutoit, Y. P. Tortelier e V. Sinasiky. Como solista, esteve, dentre outras, com a Sinfônica WDR, a Konzerthaus de Berlim, a Orquestra Nacional Real Escocesa, as sinfônicas da Rádio Sueca, de Basel, Stavanger e Chicago, e as filarmônicas Borusan Stambul, de Buenos Aires e Londres. Realizou recitais em espaços como Wigmore Hall, Auditorium do Louvre e nos festivais de Ravinia, Lucerne e Gstaad e The Proms. Seus parceiros regulares, em música de câmara, são Nicola Benedetti e Alexei Grynyuk. Incentivador da música contemporânea, comissionou trabalhos de Mark-Anthony Turnage, Luca Lombardi, Arlene Sierra e Suzanne Farrin. Seu CD de estreia (Onyx Classics) recebeu cinco estrelas dos jornais The Telegraph e The Guardian, foi &ldquoEscolha do Mês&rdquo na BBC Music Magazine e &ldquoEscolha do Editor&rdquo na Gramophone. O segundo disco apresentou o Concerto nº 2 de Kabalevsky, com a Filarmônica da Holanda e Andrew Litton. Desde 2012, é &ldquoMentor Artístico&rdquo da Filarmônica da Bolívia. Em 2017, estreia, mundialmente, o concerto de Mark Simpson. Elschenbroich apresenta-se com violoncelo feito por Matteo Goffriller &ldquoLeonard Rose&rdquo (Veneza, 1693), em empréstimo pessoal.
 
Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Criada em 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais tornou-se um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Sob a direção artística e regência titular de Fabio Mechetti, a Orquestra é atualmente formada por 92 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas Central, do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, em seus primeiros oito anos de vida a Orquestra realizou 554 concertos, com a execução de 915 obras de 77 compositores brasileiros e 150 estrangeiros, para mais de 709 mil pessoas, sendo que 40% do público pôde assistir às apresentações gratuitamente. O impacto desse projeto artístico durante os anos também pode ser medido pela geração de 59 mil oportunidades de trabalho direto e indireto.
 
O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar uma nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com o título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Tal escolha objetivou um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados. Um Termo de Parceria foi celebrado como instrumento que rege essa relação entre o Estado e a Oscip, contendo a definição das atividades e metas, bem como o orçamento necessário à sua execução. A programação artística tem sido integralmente paga por recursos de bilheteria e os captados junto a empresas, por meio das leis de incentivo Estadual e Federal.
 
Programação
A partir de 2015, quando a Orquestra passou a se apresentar na Sala Minas Gerais, sua programação foi intensificada. De 24, saltou para 57 concertos por assinatura, sempre com convidados da cena sinfônica mundial. Em 2016, estreiam com a Orquestra os regentes convidados Justin Brown e Dorian Wilson, além dos solistas Luis Ascot, Gabriela Montero, Javier Perianes, Clélia Iruzun, Antti Siirala, Lara St. John e Ji Young Lim. O público também terá a oportunidade de rever grandes músicos, como os regentes Rodolfo Fischer, Carl St. Clair, Marcelo Lehninger, Carlos Miguel Prieto e Cláudio Cruz, e os solistas Celina Szrvinsk, Miguel Rosselini, Barry Douglas, Angela Cheng, Arnaldo Cohen, Conrad Tao, Natasha Paremski, Cristina Ortiz, Luíz Filíp, Vadim Gluzman, Asier Polo, Leonard Elschenbroich, Fábio Zanon, Denise de Freitas e Fernando Portari.
 
A Filarmônica estende seu campo de atuação a projetos dedicados à democratização do acesso à música clássica de qualidade. São turnês em cidades do interior do estado, concertos para formação de público, apresentações de grupos de câmara, bem como iniciativas de estímulo à profissionalização do setor no Brasil &ndash o Festival Tinta Fresca, dedicado a compositores, e o Laboratório de Regência, destinado ao aprimoramento de jovens regentes. Já foram realizadas 82 apresentações em cidades mineiras e 29 concertos em praças públicas e parques da Região Metropolitana de Belo Horizonte, mobilizando um público de 274 mil pessoas. Mais de 70 mil estudantes e trabalhadores tiveram a oportunidade de aprender um pouco sobre obras sinfônicas, contexto histórico musical e os instrumentos de uma orquestra, participando de concertos didáticos.
 
O nome e o compromisso de Minas Gerais com a arte e a qualidade foram levados a 15 festivais nacionais, a 32 apresentações em turnês pelas cinco regiões brasileiras, bem como a cinco apresentações internacionais, em cidades da Argentina e do Uruguai.
 
A Filarmônica tem aberto outras frentes de trabalho, como a gravação da trilha sonora do espetáculo comemorativo dos 40 anos do Grupo Corpo, Dança Sinfônica (2015), criada pelo músico Marco Antônio Guimarães (Uakti). Com o Giramundo Teatro de Bonecos, realizou o conto musical Pedro e o Lobo (2014), de Sergei Prokofiev. Comercialmente, a Orquestra já lançou um álbum com a Sinfonia nº 9, &ldquoA Grande&rdquo de Schubert (distribuído pela Sonhos e Sons) e outros três discos com obras de Villa-Lobos para o selo internacional Naxos.
 
Prêmios
Reconhecida e elogiada pelo público e pela crítica especializada, em 2016 a Filarmônica e o maestro Mechetti receberam o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento de Minas Gerais. A Orquestra, em conjunto com a Sala Minas Gerais, recebeu o Grande Prêmio Concerto 2015. Ainda em 2015, o maestro Fabio Mechetti recebeu o Prêmio Minas Gerais de Desenvolvimento Econômico. Em 2012, a Filarmônica foi reconhecida com o Prêmio Carlos Gomes de melhor orquestra do Brasil e, em 2010, com o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) de melhor grupo musical erudito. No ano de 2009, Fabio Mechetti recebeu o Prêmio Carlos Gomes de melhor regente brasileiro por seu trabalho à frente da Filarmônica.
 
O Instituto Cultural Filarmônica recebeu dois prêmios dentro do segmento de gestão de excelência. Em 2013, concedido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, em parceria com o Instituto Qualidade Minas (IQM), e em 2010, conferido pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (USP). Na área de Comunicação, foi reconhecido com o prêmio Minas de Comunicação (2012), na 10ª Bienal Brasileira de Design Gráfico (2013) e na 14ª Bienal Interamericana de Design, ocorrida em Madri, Espanha (2014).
 
SERVIÇO
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Série Presto
9 de junho &ndash 20h30
Sala Minas Gerais
 
Série Veloce
10 de junho &ndash 20h30
Sala Minas Gerais
 
Carl St. Clair, regente convidado
Leonard Elschenbroich, violoncelo
 
TICHELI                     Vozes Radiantes
KABALEVSKY            Concerto para violoncelo nº 2 em dó menor, op.77
TCHAIKOVSKY          O lago dos cisnes: Suíte, op. 20a
 
Ingressos: R$ 34,00 (Balcão Palco e Coro), R$ 44,00 (Mezanino), R$ 56,00 (Balcão Lateral), R$78,00 (Plateia Central) e R$98,00 (Balcão Principal).
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
 
Informações:(31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
 
Funcionamento da bilheteria:
Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto
De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.
Aos sábados, das 12h às 18h.
Em sábados de concerto, das 12h às 21h.
Em domingos de concerto, das 9h às 13h.
 
São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron

http://www.filarmonica.art.br/

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